APRENDA SOBRE FOTOGRAFIA


Técnicas de Composição | Linhas de Ouro
Como Melhorar Suas Fotos a Partir da Regra dos Terços?
Regra dos Terços é uma técnica utilizada na fotografia para se obter melhores resultados. Para utilizá-la deve-se dividir a fotografia em 9 quadros, traçando 2 linhas horizontais e duas verticais imaginárias, e posicionando nos pontos de cruzamento o assunto que se deseja destacar para se obter uma foto equilibrada.

A “Evolução” a Partir da Regra de Terços – Golden Ratio (Proporção Áurea ou Número de Ouro)
Sabe-se que a proporção áurea foi usada por escultores e arquitetos desde a Grécia antiga até pintores renascentistas, como Boticelli e Leonardo da Vinci. Com essa fórmula chega-se a um número irracional instigante, ligado à natureza do crescimento: na organização pentagonal dos átomos de cristais de quartzo, na espiral de um girassol, em algumas proporções do corpo humano e foi encontrado até mesmo no ciclo temporal das ondas cerebrais. Até mesmo a grande pirâmide de Queops segue exatamente a proporção áurea, fato confirmado por extensas medições.
A fórmula da proporção áurea (The Golden Ratio). A razão entre “a+b” e “a” é igual à razão entre “a” e “b”:
É por isso chamado de número divino. Seu valor arredondado é de 1,618 e é representada pela letra grega φ (phi) em homenagem a Phidias, um grande escultor grego do século V A.C. ao qual estudiosos atribuem o emprego da proporção áurea em suas obras, notadamente nas estátuas do Partenon. O número de ouro representa, assim, uma constante de harmonia e beleza. Nas belas fotos abaixo, do fotógrafo David Lazar, a linha do horizonte, levemente ofuscada pela neblina, está muito próxima da proporção áurea em relação à altura total da foto ‘ Nascer do sol na Índia’.
Na foto à esquerda é provavelmente apenas uma coincidência. Não há nenhuma nota do fotógrafo sobre o uso da proporção áurea nesta foto. A seqüência fibonacci, que recentemente ficou célebre depois do best seller de Dan Brown, “O Código da Vinci”, é uma seqüência de números cuja razão entre um número e o seu antecessor tende a se aproximar da razão áurea no sentido ascendente.
Espiral de Fibonacci – cada retângulo subdivide-se em dois e o maior está em proporção áurea com o menor. Os tamanhos de cada um seguem a famosa seqüencia de Fibonacci: 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233, 377, 610, 987, 1597, 2584, 4181, 6765, 10946…
Durante séculos a razão de ouro chamou a atenção de estudiosos e chegou, forçadamente, a ser considerado como onipresente na natureza: das conchas nautilus à espiral galáctica. Estudiosos colocaram por terra depois boa parte destes mitos. A espiral da concha nautilus é também um tipo de espiral logaritmica mas com um ângulo completamente diferente daquela baseada na razão áurea. E mesmo naqueles casos que são citados como exemplos incontestes de aplicações da razão áurea,  incluindo a real motivação de Boticelli na pintura “Nascimento de Vênus” e o famoso estudo das proporções humanas de Da Vinci ( O Homem Vitruviano), há controvérsias.
A vontade de encontrar um número irracional único nas proporções da anatomia humana acabou sendo abandonada no último século. As proporções anatômicas do corpo humano são essencialmente dinâmicas, mudam o tempo todo, evoluem com a idade, são muito variáveis entre indivíduos e mutáveis com o passar dos séculos (basta lembrar que no último século a média de altura do ser humano cresceu alguns centímetros).  Mas a busca de um sentido no caos e de uma fórmula simples e mágica que represente a natureza acaba, por vezes, sobrepondo-se à ciência e transforma-se em numerologia, que está para a matemática como a astrologia está para a astronomia, onde todo o misticismo envolve esse  número.
Numerologias à parte, esse número de ouro é uma relação proporcional esteticamente interessante, usada ainda no século XX pelo famoso  arquiteto suiço modernista Le Corbusier.
 Aplicar a proporção áurea na fotografia é possível com um pouco de treino: é só imaginar os terços e deslocá-los um pouco para o centro. Traçando linhas áureas em um retângulo 10×15 obtemos uma grade com linhas para dividir os volumes da imagem em proporções harmônicas e e pontos áureos onde podemos posicionar o assunto principal. Veja a diferença entre Golden Ratio e a Regra dos Terços.
Aplicar a proporção áurea na fotografia é possível com um pouco de treino: é só imaginar os terços e deslocá-los um pouco para o centro. Traçando linhas áureas em um retângulo 10×15 obtemos uma grade com linhas para dividir os volumes da imagem em proporções harmônicas e e pontos áureos onde podemos posicionar o assunto principal.
A famosa “Regra dos Terços” é uma simplificação da proporção áurea. Muitos confundem achando que é a mesma coisa, mas não é. A proporção áurea é 1.618 e a proporção do terço é 1.666.
Jake Garn é um excelente fotógrafo de moda que advoga o uso da razão áurea. Ele colocou alguns exemplos interessantes no site dele, embora ele mesmo ressalve que não buscou conscientemente esses resultados, apenas encontrou-os depois, analisando suas fotos, aplicando a espiral de Fibonacci sobreposta às fotos.
A análise não deixa de ser interessante. Observe não apenas as linhas, mas especialmente os retângulos. Eles permitem visualizar como se distribuem os volumes na foto. Trabalhar volumes em proporção áurea é algo muito mais difícil de aplicar mas o resultado é excepcional (Foto 1). Embora tenham sido apenas uma coincidência e não algo deliberadamente buscado pelo fotógrafo, é não obstante interessante ver o resultado na fotografia (Foto 2). Porém, embora seja visível os volumes em cada retângulo áureo, ele forçou a barra, porque o horizonte está exatamente na linha do terço horizontal superior e o olho da modelo passa exatamente na linha do terço vertical, ou seja, a foto segue exatamente a proporção do terço (isso sim, com certeza por resolução do fotógrafo) e o resultado, bem se vê, é bastante harmônico. A proporção do terço é próxima da proporção áurea e, de fato, muito mais simples de ser imaginada e aplicada (Foto 3).
Mãos a obra… Comece a praticar e enriquecer seu trabalho agora mesmo.
A Harmonia entre a Simetria e a Fotografia na Composição da Perspectiva
Postado por: Karine Scarabelli,  07 de outubro de 2014 em Dicas e Técnicas – Fotografia DG
Simetria é uma relação de paridade, tanto em respeito à altura, largura e comprimento, das partes necessárias para compor um todo. Segundo Marcos Vitrúvio Polião, arquiteto romano que viveu no século I A.C, a simetria consiste na união e conformidade das partes de um trabalho, em relação à sua totalidade, e na beleza de cada uma das partes que compõem o trabalho. A simetria deriva do conceito grego de analogia, que é a relação entre todas as partes de uma estrutura com a estrutura inteira. É impossível pensar em fotografia sem pensar em simetria. Além da simetria, precisamos considerar também os elementos geométricos de uma foto, tais como os objetos, as luzes, a arquitetura, as sombras, e explorar através da criatividade as linhas e formas que eles criam, gerando o que conhecemos como o conceito de perspectiva. Um dos aspectos mais fascinantes da fotografia é a infinita gama de possibilidades que uma mesma cena oferece. Um fotógrafo de atitude domina a dinâmica de uma foto que se difere a partir da posição que ele assume diante do seu alvo ao definir aquilo que deseja transferir com as informações disponibilizadas na imagem. Unir simetria e geometria consiste em disponibilizar elementos de forma lógica e equilibrada para que sua composição fotográfica não se transforme em uma poluição visual.
Série “Livros, Vinhos e Fotografia”
Veja nos exemplos que as duas imagens tem um ponto de partida diferente. A (Imagem 1) foi feita diagonalmente ao tema proposto, trazendo uma dinâmica mais interessante. A (Imagem 2) foi feita de frente para o tema e, mesmo que alguns dos elementos se repitam, o objetivo parece empobrecido pelo ângulo proposto.
De onde para onde?
“Viagem de Trem de Minas Gerais ao Espírito Santo”
Uma das principais características da fotografia é a de produzir uma imagem bidimensional de objetos tridimensionais. Todos nós possivelmente já observamos os trilhos de uma linha férrea por uma distância relativamente grande. À medida que se afastam do olhar, a distância entre os trilhos parece se tornar cada vez menor, até que parecem se unir. Contudo, sabemos que a distância real entre os trilhos permanece a mesma. Essa aparente mudança nas dimensões é comum. Um mesmo objeto pode ter tamanhos diferentes se observado de diferentes distâncias. Os dois elementos principais da perspectiva são a linha de horizonte e os pontos de fuga. No exemplo da linha férrea, o ponto para o qual os trilhos parecem convergir é chamado de ponto de fuga (Imagem 3). A cena retratada não precisa necessariamente possuir um único ponto de fuga. Seja qual for o número deles, todos eles se distribuem sobre uma mesma linha horizontal – a linha do horizonte (Imagem 4).
A Altura do Horizonte
“Rio Xingú – Pará”
A mudança na altura do horizonte altera a nossa percepção dos objetos, ou seja, o ponto de vista (Imagens 5 e 6). A mudança de perspectiva provocada pela alteração do ponto de vista é um recurso comumente aplicado em fotografia. Porém, só é possível ao fotógrafo controlar a perspectiva na prática cotidiana. Um bom meio de adquirir esta prática é analisar suas próprias fotos e testar diferentes pontos de vista, avaliando se os resultados obtidos satisfazem ao que se pretende definir na imagem e quais os efeitos estéticos visuais aparecem na imagem final.
Um forte abraço e até a próxima.
Fonte: http://www.fotografia-dg.com/harmonia-entre-simetria-fotografia-composicao-perspectiva/
JPEG vs RAW! Super Importante Entender Sobre Este Assunto.

JPEGvsRAW_KarineScarabelliFtg_Ícone

RAW – O nome vem do termo inglês para ‘cru’. É uma denominação genérica de formatos de arquivos de imagens digitais que contém a totalidade dos dados da imagem tal como captada pelo sensor da câmera fotográfica. Cada um dos milhões de megapixels que compõem o sensor recebe uma quantidade de luz e, a partir disso, gera um sinal que será enviado a um processador. Em frações de segundo, este processador interpreta os sinais enviados por cada megapixel, e cria um mapa de todos os pontos. Isso faz com que seus arquivos sejam muito grandes. O RAW é muitas vezes chamado de ‘negativo digital’, pois é equivalente a um filme negativo na fotografia analógica, ou seja, o negativo não é usável como uma imagem, mas contem todas as informações necessárias para criar uma.
 JPEG – O termo significa ‘Joint Photographic Experts Group’, nome do grupo que desenvolveu este formato. As imagens JPEG não estão limitados a uma certa quantidade de cor, mas o formato JPEG é o melhor para comprimir imagens fotográficas porém, este processo de compactação resulta em perda de dados e qualidade da versão original. Se o arquivo for muito comprimido eles acabarão tornado-se em ‘blocos’ e os detalhes da imagem serão totalmente perdidos.
Apenas a título de exemplo, em média uma foto RAW é gerada entre 20KB a 25KB, enquanto no JPEG a imagem é gerada entre 1KB a 2KB.
 Clique nas imagens e perceba a diferença entre RAW e JPEG.
Megapixels – Como um conceito tão simples tornou-se tão envolto em polêmica e confusão?

Pixels_3_KarineScarabelliFtg

Fabricantes de câmeras compactas agem como se todo mundo precisasse da maior quantidade deles. Fabricantes de smartphones são completamente incapazes de concordar onde estão sobre esta questão. Então, quantos megapixels você realmente precisa? É uma pergunta simples, mas vamos começar por dividi-la em duas partes. Se tomarmos o pressuposto de que mais detalhes são geralmente bem-vindos, em que ponto é que não há benefício prático para o usuário?
Definindo os Megapixels 
Pixel (aglutinação de Picture e Element, ou seja, elemento de imagem, sendo Pix a abreviatura em inglês para Picture) é o menor elemento num dispositivo de exibição, por exemplo, um monitor, ao qual é possível atribuir-se uma cor. De uma forma mais simples, um pixel é o menor ponto que forma uma imagem digital, sendo que o conjunto de milhares de pixels formam a imagem inteira. A cada 01 megapixel você tem 01 milhão de pontos para formar sua imagem, ou seja, uma resolução que é a quantidade de quadrados que temos na imagem horizontal x vertical.
Pontos Positivos e Negativos de Megapixels na Fotografia
A imagem de uma câmera digital é feita através de um sensor, que faz a captação de luz do objeto fotografado e vai transformar essa informação em pixels, gerando a imagem digital. Câmeras profissionais ou semiprofissionais têm sensores melhores e mais complexos e, por isso produzem imagens com maior nitidez e com cores mais vibrantes. Por outro lado, câmeras compactas, câmeras de celulares, etc., têm sensores de menor qualidade. Por mais que a resolução seja maior, com maior número de pixels, a qualidade da imagem é prejudicada, o que é chamado na fotografia de “granulação”. Isso acontece porque o sensor não tem capacidade suficiente para captar tantos pixels com a mesma qualidade.
Quando o Megapixel faz a diferença?
A grande questão é que a quantidade de pixels de uma imagem não tem influência sobre a qualidade da imagem, mas sim sobre a ampliação que será possível realizar com ela. Ao fotografar em qualidade deo Graphics Array (VGA), numa tradução livre: ‘Padrão de Disposição Gráfica para Vídeo’, (640 x 480 pixels) você tem a mesma qualidade visual de uma fotografia tirada com 3MP (2592 x 1944), se reduzidas ao mesmo tamanho. 
Só é possível notar a diferença entre as imagens, caso você amplie uma determinada parte. No exemplo abaixo, podemos notar que só a partir da ampliação percebemos que a primeira imagem foi tirada em maior resolução do que a segunda:
Outro fator importante é saber que uma ampliação de foto simples, no tamanho 10cm x 15cm, por exemplo,  precisa de apenas 01 megapixel para ser impressa com qualidade. Ou seja, a não ser que você trabalhe profissionalmente com fotografias, não haverá a necessidade de milhares de megapixels para produzir e imprimir boas imagens. 
Então, como saber que câmera comprar?
Ao buscar uma nova câmera, tire a quantidade de megapixels que ela suporta do primeiro item da sua lista. Analise antes a qualidade do sensor de captação de imagem, a nitidez e definição de cores da foto que ela produz a variação do ISO, a lente que ela possui, sua distância focal… Junte o máximo de informações que puder e lembre-se de que quem faz a foto é você! Busque conhecer sobre Conceitos de Fotografia. Faça cursos e aprimore seus conhecimentos, assim saberá qual câmera comprar, a partir do que você espera como resultado final na arte fotográfica.
Clique nas imagens e perceba a diferença.
A História da Fotografia
O conceito da fotografia surgiu por volta de 350 a.C, quando o filósofo grego Aristóteles criou um método de observar os eclipses solares sem prejudicar a visão: a câmara escura. Aristóteles fez um pequeno furo na câmara, no qual a luz passava e formava a imagem em seu interior. Este método foi importante pelo fato de ter sido possível o conhecimento dos princípios óticos. A câmara escura foi a primeira máquina fotográfica da história, se assim podemos dizer. Com seu aperfeiçoamento, como a criação de lentes, por exemplo, o que proporcionou imagens mais nítidas, surgiu a necessidade de como fixar as imagens.
Thomas Wedgwood deu um importante passo nesse sentido, tendo usado, no início do século XIX, a substância química nitrato de prata para fixar as imagens da câmara escura. Outros nomes importantes na história da fotografia foram Louis Jacques Mandé Daguerre, o qual passou a usar o vapor de mercúrio e o tiossulfato de sódio na fixação das imagens, o que reduziu o tempo de revelação para apenas alguns minutos, além do inglês Willian Henry Fox-Talbot, criador de um eficiente mecanismo de fixagem, o qual produzia os “negativos”.
Quanto às câmeras fotográficas, podemos dizer que tais dispositivos surgiram no final do século XIX, por meio de George Eastman, fundador da Kodak Company. Eastman teve a ideia de criar uma longa camada de nitrato de celulose que, a cada foto, era enrolada em uma espécie de carretel. Por um preço de 25 dólares, as câmeras de Eastman ficaram conhecidas por sua simplicidade: bastava que o usuário apertasse o botão e pronto. Tal fato foi importante para a difusão das câmeras fotográficas em todo o século XX. Assista ao vídeo para saber mais detalhes.

Anúncios

Comente este post

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s